A Petrobras volta a dar bons exemplos

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  • Gravata: A reforma dos estatutos, que prevê a blindagem da empresa contra políticas intervencionistas, é um grande e importante passo, disse Gino Oyamada em seu artigo publicado no Jornal Gazeta do Povo

Passado o turbilhão que quase a levou à bancarrota, a Petrobras e seus gestores atuais têm se apresentado como bom exemplo a ser seguido pelas demais empresas controladas pelo Estado.

Usada e abusada politicamente, seja para controle artificial da inflação, seja para transformá-la numa plataforma de marketing político partidário ou, ainda pior, para atender interesses próprios em um esquema sem igual de corrupção, a Petrobras provavelmente só sobreviveu porque a tempo e à hora houve uma ruptura no então sistema político.

Desde então temos observado grandes avanços. Entre eles, a profissionalização da gestão, a meritocracia, a volto ao core business da companhia, a criação e a importância efetivamente dada à área de integridade (ou compliance), montada sobre os fundamentos da Lei Anticorrupção, como também a profissionalização do próprio Conselho, à luz da nova Lei das Estatais.

Agora, mais um grande e importante passo foi anunciado: a reforma de seus estatutos, que prevê a blindagem da empresa contra políticas intervencionistas. As novas cláusulas obrigam o governo a ressarcir a empresa em caso de prejuízos com a concessão de subsídios aos preços dos combustíveis ou com investimentos de interesse público. A medida busca evitar seu uso político, tido como uma das razões para a crise financeira da estatal.

A sociedade nunca se beneficia do proselitismo político. Subsidiar o preço da gasolina sangrando uma estatal de importância estratégica é um erro pelo qual várias gerações de brasileiros vão pagar.

Bom que isso tudo esteja acontecendo naquela que já foi símbolo de orgulho para nós, brasileiros. Bom que possamos fazer dessas iniciativas exemplos a serem seguidos pelas centenas de empresas estatais que são usadas e abusadas politicamente e que, em sua grande e absoluta maioria, não atendem o conceito de prioridade nacional, sendo totalmente dispensáveis.

Temos de diminuir o tamanho do Estado. Chega de ineficiência, de recursos mal alocados, de portas e oportunidades para se instalar a corrupção. Só assim teremos um Estado presente naquilo que é essencial: educação, saúde e segurança pública.

 

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